Palavra do Presidente


Presidente do SenalbaA trajetória da luta sindical começou há mais de 100 anos, quando surgiram ao país as primeiras unidades industriais localizadas especialmente, no Estado de São Paulo. A chegada dos imigrantes europeus que além da força de trabalho também trouxeram na bagagem ideologias anarquistas, socialistas e comunistas, as quais já influenciavam o movimento sindical europeu - tiveram papel decisivo na formação da classe operária e do movimento sindical brasileiro no final do século XIX e início do século XX.

A aceleração econômica e o crescimento da industrialização brasileira na década de 50 exigiram das lideranças sindicais novas mobilizações pelos direitos dos trabalhadores. Foi um período de grandes greves e reorganização sindical, em especial no campo, com o surgimento da 1º Liga dos Camponeses. O movimento sindical continuou se fortalecendo até 1964, quando os militares tomaram o poder no Brasil. Mais uma vez a liberdade sindical e de organização são amplamente reprimidas. As poucas greves que ocorrem até 1978 foram fortemente reprimidas pelas forças militares.

As grandes greves do final da década de 70 e início dos anos 80 serviram de alicerce para o ressurgimento da organização sindical, especialmente as centrais sindicais, já que durante a ditadura militar os Sindicatos continuaram funcionando, desde que não questionassem o poder dos militares. No CONCLAT (Congresso da Classe Trabalhadora) realizado em 1981, na Praia Grande - São Paulo, deu início ao surgimento das primeiras Centrais Sindicais.

Um novo "marco histórico" na luta do sindicalismo brasileiro é conquistado apenas em 2008 com o reconhecimento das Centrais pela Lei 11.649/08 de 31 de março de 2008. O Brasil era um dos poucos países do mundo sem esses direitos assegurados. 

Com a nova conjuntura, as centrais tem agora papel de maior protagonismo no cenário político. Com base em critérios democráticos de representatividade e contando com os necessários mecanismos de custeio, elas têm mais força para interferir nos rumos políticos e econômicos do país. 
 
JUVENAL PEDRO CIM