Palavra do Presidente

MARCELO DOS SANTOS – GESTÃO 2018/2022
Iniciei minha carreira profissional em 1989 atuando na extinta Federação do Comércio Varejista do Estado do Paraná, Entidade Sindical Patronal. Em 1992 me associei ao SENALBA-PR e doze anos mais tarde entrei para a diretoria suplente desse Sindicato. Logo acumulei experiências tanto no movimento sindical patronal quanto de trabalhadores. No mandato 2014/2018, exerci o cargo de vice-presidente do SENALBA-PR e agora estou assumindo a Presidência do SENALBA-PR Na Gestão 2018/2022. Não estou filiado em partido político e nem sigo ideologias partidárias, entendo que assim posso interagir de forma ampla e plural em qualquer instância.
 
O SENALBA-PR é um sindicato de base estadual devidamente estruturado, com patrimônio próprio, quadro funcional e assessoria jurídica. O Sindicato segue a verticalização de filiação à Federação FTEDCA-PR, à Confederação CNTEEEC e também à Central Sindical CSB. Hoje o Sindicalismo enfrenta a maior dificuldade de todos os tempos imposta pela “reforma” trabalhista, em termos de custeio sindical! Após a punhalada da nova legislação trabalhista que veio especialmente para enfraquecer o movimento laboral, reduzir custos para a classe empresarial e isentar o Governo Federal da responsabilidade em manter o equilíbrio entre capital e o trabalho, todas as entidades sindicais estão reduzindo suas bases de atuação e algumas até encerrando suas atividades. Esse quadro precisa ser revertido e só será possível se nos unirmos, ao contrário a classe trabalhadora irá perder ainda mais. Nesse ano de eleições precisamos nos atentar principalmente em quem votaremos para o Congresso Nacional, pois hoje temos uma minoria na bancada que defende os direitos dos Trabalhadores e dos movimentos sociais.
 
Independentemente da vontade individual de cada um, a representação sindical no Brasil se faz por força de lei e os sindicatos ainda são o maior instrumento de luta e defesa dos direitos individuais e coletivos da classe trabalhadora. O SENALBA-PR sempre atuou na representação dos trabalhadores e trabalhadoras de forma equilibrada, com respeito, isonomia, diálogo, negociação permanente, buscando a Justiça Trabalhista e articulando greves quando necessário. Essas bandeiras precisam ser precisam ser mantidas, o que só será possível com o apoio dos representados do SENALBA-PR. Fazer oposição ao custeio sindical não leva a um futuro melhor, poupa-se hoje e perde-se amanhã.
 
Em nossa gestão buscaremos a reaproximação dos trabalhadores com o Sindicato e vice-versa. Estamos há cerca de dois anos procurando estabelecer parcerias e convênios em diversos setores, visando o bem-estar dos nossos representados. Mas sinceramente não está fácil abrir as portas para a organização sindical de trabalhadores. Outra bandeira dessa Gestão será a interação com os movimentos sociais e sindicais para fazer coro na defesa da democracia, da igualdade de direitos e do desenvolvimento de políticas públicas e sociais. Para isso conclamo aos trabalhadores e trabalhadoras a participarem das ações do SENALBA-PR, acompanharem as notícias no site e demais mídias sociais, enviarem sugestões e fiscalizarem para que possamos melhorar a cada dia e prosperar nesse momento de crise sindical.
 
Saudações Sindicais e até breve!
 
MARCELO DOS SANTOS
 
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JUVENAL PEDRO CIM - GESTÃO 2014/2018
A trajetória da luta sindical começou há mais de 100 anos, quando surgiram ao país as primeiras unidades industriais localizadas especialmente, no Estado de São Paulo. A chegada dos imigrantes europeus que além da força de trabalho também trouxeram na bagagem ideologias anarquistas, socialistas e comunistas, as quais já influenciavam o movimento sindical europeu - tiveram papel decisivo na formação da classe operária e do movimento sindical brasileiro no final do século XIX e início do século XX.

A aceleração econômica e o crescimento da industrialização brasileira na década de 50 exigiram das lideranças sindicais novas mobilizações pelos direitos dos trabalhadores. Foi um período de grandes greves e reorganização sindical, em especial no campo, com o surgimento da 1º Liga dos Camponeses. O movimento sindical continuou se fortalecendo até 1964, quando os militares tomaram o poder no Brasil. Mais uma vez a liberdade sindical e de organização são amplamente reprimidas. As poucas greves que ocorrem até 1978 foram fortemente reprimidas pelas forças militares.

As grandes greves do final da década de 70 e início dos anos 80 serviram de alicerce para o ressurgimento da organização sindical, especialmente as centrais sindicais, já que durante a ditadura militar os Sindicatos continuaram funcionando, desde que não questionassem o poder dos militares. No CONCLAT (Congresso da Classe Trabalhadora) realizado em 1981, na Praia Grande - São Paulo, deu início ao surgimento das primeiras Centrais Sindicais.

Um novo "marco histórico" na luta do sindicalismo brasileiro é conquistado apenas em 2008 com o reconhecimento das Centrais pela Lei 11.649/08 de 31 de março de 2008. O Brasil era um dos poucos países do mundo sem esses direitos assegurados. 

Com a nova conjuntura, as centrais tem agora papel de maior protagonismo no cenário político. Com base em critérios democráticos de representatividade e contando com os necessários mecanismos de custeio, elas têm mais força para interferir nos rumos políticos e econômicos do país. 
 
JUVENAL PEDRO CIM